TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA E PÂNICO
TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA E PÂNICO
· Definição
o Transtorno de ansiedade generalizada:
§ DSM IV- preocupação excessiva e abrangente, acompanhada por uma variedade de sintomas somáticos.
§ Comprometimento: social e ocupacional à sofrimento
· Epidemiologia
o É uma condição comum
o Prevalência anual 3 a 8%
o 50% dos pacientes têm um outro transtorno mental
§ Outros transtornos de ansiedade
§ Transtorno do humor
o 2 M : 1H
o Na maioria das vezes o encontro com o médico à 20 anos de idade
o 1/3 dos pacientes com a doença busca tratamento psiquiátrico.
· Etiologia
o Não é conhecida
o É dificil diferenciar a ansiedade fisiológica da patológica.
o Fatores biológicos e psicossociais operam em conjunto.
o Fatores Biológicos:
§ Sistema de neurônios GABAérgicos e Serotoninérgicos(5-HT)
· Benzodiazepínicos
· Buspirona
· Flumazenil
· Beta-Carbolinas (antagonista inverso)
§ Não há dados convincentes à receptores da benzodiazepina são anormais
§ Áreas hipoteticamente envolvidas são: ganglios basais, sistema límbico e o cortex frontal.
§ Outros neurotransmissores:
· Noradrenalina
· Glutamato
· Colecistocinina
o Fator genético:
§ 25% dos parentes de 1ºgrau têm ansiedade
§ Estudos em gêmeos concordância de 50% monozigóticos e 15% dizigóticos
o Fatores biopsicossociais
§ Escola cognitivo comportamental:
· Pacientes com ansiedade respondem incorretamente aos perigos que percebem
· Atenção seletiva a detalhes negativos no meio ambiente
§ Escola Psicanalítica:
· Sintoma de conflitos inconscientes não resolvidos
· Diagnóstico
o As manifestações oscilam ao longo do tempo, mas não ocorrem na forma de ataques.
o Não se relaciona com situações determinadas
o Estão presentes na maioria dos dias por longos períodos
o Sintomas:
§ inicio insidioso e precoce
§ preocupação exagerada e mórbida
§ inquietude
§ cansaço
§ dificuldade de concentração
§ irritabilidade
§ tensão muscular
§ insônia
§ sudorese
§ evolução se dá no sentido de cronicidade
· Tratamento
o Medicamento a médio e longo prazo e/ou psicoterapia cognitivo comportamental

o A evolução desse transtorno não é uniforme.
o Pacientes são divididos:
§ crônicos
§ episódicos
§ quadro agudo com remissão
o Estudos mostram que um período de 6 meses estariam indicados na maioria dos casos.
o Pode ser mantido por anos: resolução apenas parcial dos sintomas
· Caso clinico:
Mulher de 32 anos, divorciada.
A paciente me procurou bastante ansiosa e preocupada por estar com uma viagem marcada a serviço na Inglaterra. Era sua primeira viagem ao exterior e receava ter uma crise de pânico dentro da aeronave. Sua primeira crise tinha ocorrido dentro de um vagão lotado do metrô em São Paulo. Começou a sentir taquicardia, tontura, formigamento nas mãos, ânsia de vômito, ansiedade, sudorese, medo de desmaiar, boca seca. Entrou em pânico, queria sair daquele ambiente apertado de gente. Após a primeira crise, vieram outras crises, sempre em lugares apertados e aglomerados de gente (elevador, bancos, avião, shopping center). Desde criança, sempre teve também medo de ficar sozinha em sua casa.
Evitava acordar de madrugada para ir ao banheiro, pois tinha muito medo de ver espíritos (entidades espirituais desencarnadas).
A paciente me procurou bastante ansiosa e preocupada por estar com uma viagem marcada a serviço na Inglaterra. Era sua primeira viagem ao exterior e receava ter uma crise de pânico dentro da aeronave. Sua primeira crise tinha ocorrido dentro de um vagão lotado do metrô em São Paulo. Começou a sentir taquicardia, tontura, formigamento nas mãos, ânsia de vômito, ansiedade, sudorese, medo de desmaiar, boca seca. Entrou em pânico, queria sair daquele ambiente apertado de gente. Após a primeira crise, vieram outras crises, sempre em lugares apertados e aglomerados de gente (elevador, bancos, avião, shopping center). Desde criança, sempre teve também medo de ficar sozinha em sua casa.
Evitava acordar de madrugada para ir ao banheiro, pois tinha muito medo de ver espíritos (entidades espirituais desencarnadas).
· HPMA
Paciente relatou que há 3 meses iniciou quadro de episódios de taquicardia e palpitações, acompanhado de sensação de que morreria. Informou que essas “crises” começaram sem nenhuma relação causal e inicialmente ocorriam na hora que se deitava para dormir(mais ou menos meia noite), passando a ocorrer em outros horário depois de alguns dias, inclusive no trabalho. Procurou o cardiologista depois de 10 dias do primeiro episódio, que solicitou eletrocardiograma, ecocardiograma, dosagem de hormônios tireoidianos, hemograma, raio X de tórax. Nada foi constatado e foi orientado a procurar psiquiatra. O psiquiatra diagnosticou Transtorno do Pânico e prescreveu Anafranil e Lexotan. Informou que lentamente as crises começaram a diminuir a freqüência, porém não a intensidade, pois a crise noturna ( hora de dormir) persistia até no presente. Além disso, alegou que estava sentindo muita sonolência, lentidão de raciocínio e estava comendo muito, inclusive ganhou peso(3 Kg desde o início da medicação).
Psicologicamente apresentava características marcantes como: muito medo de que algo aconteça e da morte, ansiedade em tudo que faz, medo de lugares públicos.
TRANSTORNO DE PÂNICO
· Epidemiologia
o mulheres > homens (3:1);
o até 4% da população geral;
o Puberdade aos 35 anos: maior incidência;
o Período pré-menstrual e puerpério > gravidez
· Quadro Clínico
o Episódios de ansiedade não necessariamente relacionados a uma situação particular (imprevisíveis x situacionais)
o Sintomas psíquicos e físicos de alerta e hiperatividade autonômica
o Ápice em até 10 minutos, passam espontaneamente, seguidos de sensação de cansaço e fraqueza
o Podem ocorrer durante o sono (não - REM)
o Ataques repetitivos, poucos minutos
o Resultam em insegurança e medo de ter novos ataques (ansiedade antecipatória), esquiva das situações onde ocorreram
o Limitação de atividades sociais, profissionais, desvalia, desmoralização (não consegue encontrar uma “explicação”)
· Transtorno de Pânico: Fisiopatologia
o Klein (1993):
§ 1. ataques espontâneos / com sensação de sufocação:
· ligados a um falso alarme de um sistema de defesa contra asfixia (induzidos seletivamente por lactato, CO2 e bicarbonato)
§ 2. ataques situacionais, sem sensação de sufocação:
· manifestações inespecíficas de estresse, com ativação do eixo hipotálamo-hipófise-supra-renal e elevação do cortisol (induzidos não-seletivamente por cafeína, ioimbina, agonistas BDZ)
· Neurofisiologia / Neuroimagem
o Locus cerúleos, amígdala, hipotálamo, septo, hipocampo e substância cinzenta periaquedutal dorsal à Estuturas Limbicas
· Critérios DSM-IV TR (adaptados)
o Critério A: (1) +(2)
§ 1. ataques de pânico recorrentes e inesperados;
§ 2. um dos ataque foi seguido por 30 dias incluindo:
· a. preocupação persistente acerca de ataques adicionas;
· b. preocupações acerca das implicações ou conseqüências do ataque (ex: perder o controle, ataque cardíaco);
· c. alteração comportamental significativa após ataque;
o B: ausência ou presença de Agorafobia (subtipos);
o C: não se devem ao efeito de substancia ou doença;
o D: não são explicados por outro transtorno mental.
· Tratamento:
o Medicamentoso:
§ imipramina
§ clomipramina
§ IRSS
§ IMAO
§ BDZs (clonazepam e alprazolam)
o Terapia Cognitivo - Comportamental
§ (Exposição e dessensibilização)
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