TRANSTORNO ESQUIZOAFETIVO
TRANSTORNO ESQUIZOAFETIVO
· Definição
o Caracteríticas da esquizofrenia + transtornos do humor
o 1933 – Jacob Kasanin – termo “transtorno esquizoafetivo”
o pacientes: início súbito (adolescência), tendiam a ter um estado pré morbido e geralmente um estressor específico precedia os sintomas
o As histórias familiares incluiam distúrbio de humor
o 1970: esquizofrenica à transtorno de humor
o Lítio mostrou-se efetivo, semelhante ao tratamento para transtorno bipolar
· Epidemiologia
o Prevalência de 0,5 a 0,8%
o Inicio mais tardio nas mulheres do que nos homens.
o Prevalência mais baixa em homens do que em mulheres
· Etiologia
o Pode ser:
§ Um tipo de esquizofrenia ou transtorno do humor
§ Uma combinação de esquizofrenia e de transtorno do humor
§ Um terceiro tipo, de psicose, sem relaçao com a esquizofrenia ou com o distúrbio de humor
§ - Grupo heterogênio representando as 3 possibilidades.
· Transtorno esquizoafetivo
o Aspecto heterogêneo
o Esquizofrenia com predomínio de sintomas afetivos
o Transtorno do humor com sintomas esquizofrênicos predominantes
· Características Clínicas
o Todos os sinais e sintomas de esquizofrenia
o Episódios maníacos
o Transtornos depressivos
o Podem apresentar-se juntos ou alternados
o Aspectos psicóticos incongruentes com o humor à mal prognóstico
· Diagnóstico
o Esquizofrenia + distúrbio do humor
o Critérios Diagnósticos (DSM IV)
§ A. Um período ininterrupto durante o qual, em algum momento, existe um Episódio Depressivo Maior, um Episódio Maníaco, ou um Episódio Misto, concomitante com sintomas que satisfazem o Critério A para esquizofrenia
§ Obs: O Episódio Depressivo Maior deve incluir o Critério A1: humor deprimido na maior parte do dia
§ Critério A1 para esquizofrenia (DSM IV)
· Dois ou mais dos seguintes sintomas, cada qual presente por uma porção significativa de tempo durante o período de 1 mês (ou menos, se tratatados com sucesso)
o Delírios
o Alucinações
o Discurso desorganizado
o Comportamento amplamente desorganizado ou catatônico
o Sintomas negativos (empotamento afetivo)
o Obs: apenas um sintoma do critério A é necessário se os delírios são bizarros ou as alucinações consistem em vozes que comentam o comportamento ou pensamento da pessoa, ou duas ou mais vozes conversando entre si
§ B. Durante o mesmo período da doença, ocorreram delírios ou alucinações por, pelo menos, 2 semanas, na ausência de sintomas proeminentes do humor
§ C. Os sintomas que satisfazem os critérios para um epísódio de humor estão presentes por uma porção substancial da duração total dos períodos ativo e residual da doença
§ D. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (ex. drogas de abuso, medicamentos) ou a uma condição médica geral
§ Especificar tipo:
· Tipo bipolar: se a pertubação inclui um Episódio Maníaco ou Misto (ou um Episódio Maníaco ou Misto e Episódios Depressivos Maiores)
· Tipo Depressivo: se a perturbação apenas inclui Episódios Depressivos Maiores
· Diagnóstico Diferencial
o Esquizofrenia
o Distúrbio do humor
o Tratamento com esteróides
o Abuso de anfetaminas
o Epilepsia do lobo temporal
· Variáveis para um mal prognóstico
o História pré-morbida
o Início incidioso
o Ausência de fator desencadeante
o Predomínio de sintomas psicóticos
o Início precoce
o Histórico familiar de esquizofrenia
· Tratamento
o Hospitalização
o Intervenções psicossociais
o Farmacoterapia
§ Transtorno esquizoafetivo bipolar: lítio, carbamazepina, valproato ou a combinação
§ Transtorno esquizoafetivo depressivo: antidepressivos ou terapia eletroconvulsiva
· Caso clínico
Mulher de 44 anos, mãe de 3 adolescentes, foi hospitalizada para tratamento com a seguinte história:
Há um ano, após romper com seu namorado, tornou-se agudamente psicótica. Tinha medo de ser assassinada e ouvia vozes de amigos e estranhos, às vezes falando entre si, sobre matá-la (delírio auditivo). Ouvia seus próprios pensamentos sendo irradiados e temia que os outros pudessem ouvi-los (delírios bizarros). Durante 3 semanas, permaneceu em seu apartamento, mandou trocar as fechaduras das portas, manteve as cortinas fechadas e evitou qualquer pessoa, exceto sua família (medo). Era incapaz de dormir à noite, porque as vozes mantinham-na desperta e não conseguia comer por causa do “nó” em sua garganta. Nega ter estado exaltada ou hiperativa, e lembra-se somente de que estava aterrorizada do que lhe poderia acontecer. A família persuadiu-a ir para um hospital, onde , após 6 semanas de tratamento com clorpramazina, as vozes cessaram. Ela lembrou ter se sentido “normal” por uma ou duas semanas, quando então, pareceu perder toda sua energia e motivação para fazer qualquer coisa. Tornou-se cada vez mais deprimida, perdeu o apetite, e acordava todas as manhãs às 4 ou 5 horas, sendo incapaz de voltar a dormir. Não mais conseguia ler o jornal ou assistir à televisão por não conseguir concentrar-se (Episódio depressivo maior)
A condição do paciente persistiu por 9 meses. Tudo o que fazia era ficar sentada em seu apartamento, olhando as paredes. Seus filhos preparavam a maioria das refeições, pagavam as contas, etc.
Antes do aparecimento dos sintomas, nunca existiu evidência de uma doença diagnósticável desde o ano anterior. Era aparentemente uma pessoa tímida, reservada. Estava separada do marido há 10 anos, mas neste periodo, teve 2 relacionamentos duradouros. Criou 3 filhos saudáveis e mantinha amizade intimas com amigas e familiares.
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