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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

TRANSTORNO ESQUIZOAFETIVO

TRANSTORNO ESQUIZOAFETIVO

·         Definição
o   Caracteríticas da esquizofrenia + transtornos do humor
o   1933 – Jacob Kasanin – termo “transtorno esquizoafetivo”
o   pacientes: início súbito (adolescência), tendiam  a ter um estado pré morbido e geralmente um estressor específico precedia os sintomas
o   As histórias familiares incluiam distúrbio de humor
o   1970: esquizofrenica       à       transtorno de humor
o   Lítio mostrou-se efetivo, semelhante ao tratamento para transtorno bipolar
·         Epidemiologia
o   Prevalência de 0,5 a 0,8%
o   Inicio mais tardio nas mulheres do que nos homens.
o   Prevalência mais baixa em homens do que em mulheres
·         Etiologia
o   Pode ser:
§  Um tipo de esquizofrenia ou transtorno do humor
§  Uma combinação de esquizofrenia e de transtorno do humor
§  Um terceiro tipo, de psicose, sem relaçao com a esquizofrenia ou com o distúrbio de humor
§  - Grupo heterogênio representando as 3 possibilidades.
·         Transtorno esquizoafetivo
o   Aspecto heterogêneo
o   Esquizofrenia com predomínio de sintomas afetivos
o   Transtorno do humor com sintomas esquizofrênicos predominantes
·         Características Clínicas
o   Todos os sinais e sintomas de esquizofrenia
o   Episódios maníacos
o   Transtornos depressivos
o   Podem apresentar-se juntos ou alternados
o   Aspectos psicóticos incongruentes com o humor    à     mal prognóstico
·         Diagnóstico
o   Esquizofrenia + distúrbio do humor
o   Critérios Diagnósticos (DSM IV)
§  A. Um período ininterrupto durante o qual, em algum momento, existe um Episódio Depressivo Maior, um Episódio Maníaco, ou um Episódio Misto, concomitante com sintomas que satisfazem o Critério A para esquizofrenia
§  Obs: O Episódio Depressivo Maior deve incluir o Critério A1: humor deprimido na maior parte do dia
§  Critério A1 para esquizofrenia (DSM IV)
·         Dois ou mais dos seguintes sintomas, cada qual presente por uma porção significativa de tempo durante o período de 1 mês (ou menos, se tratatados com sucesso)
o   Delírios
o   Alucinações
o   Discurso desorganizado
o   Comportamento amplamente desorganizado ou catatônico
o   Sintomas negativos (empotamento afetivo)
o   Obs: apenas um sintoma do critério A é necessário se os delírios são bizarros ou as alucinações consistem em vozes que comentam o comportamento ou pensamento da pessoa, ou duas ou mais vozes conversando entre si
§  B. Durante o mesmo período da doença, ocorreram delírios ou alucinações por, pelo menos, 2 semanas, na ausência de sintomas proeminentes do humor
§  C. Os sintomas que satisfazem os critérios para um epísódio de humor estão presentes por uma porção substancial da duração total dos períodos ativo e residual da doença
§  D. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (ex. drogas de abuso, medicamentos) ou a uma condição médica geral
§  Especificar tipo:
·         Tipo bipolar: se a pertubação inclui um Episódio Maníaco ou Misto (ou um Episódio Maníaco ou Misto e Episódios Depressivos Maiores)
·         Tipo Depressivo: se a perturbação apenas inclui Episódios Depressivos Maiores
·         Diagnóstico Diferencial
o   Esquizofrenia
o   Distúrbio do humor
o   Tratamento com esteróides
o   Abuso de anfetaminas
o   Epilepsia do lobo temporal
·         Variáveis para um mal prognóstico
o   História pré-morbida
o   Início incidioso
o   Ausência de fator desencadeante
o   Predomínio de sintomas psicóticos
o   Início precoce
o   Histórico familiar de esquizofrenia







·         Tratamento
o   Hospitalização
o   Intervenções psicossociais
o   Farmacoterapia
§  Transtorno esquizoafetivo bipolar: lítio, carbamazepina, valproato ou a combinação
§  Transtorno esquizoafetivo depressivo: antidepressivos ou terapia eletroconvulsiva

·         Caso clínico
Mulher de 44 anos, mãe de 3 adolescentes, foi hospitalizada para tratamento com a seguinte história:
Há um ano, após romper com seu namorado, tornou-se agudamente psicótica. Tinha medo de ser assassinada e ouvia vozes de amigos e estranhos, às vezes falando entre si, sobre matá-la (delírio auditivo). Ouvia seus próprios pensamentos sendo irradiados e temia que os outros pudessem ouvi-los (delírios bizarros). Durante 3 semanas, permaneceu em seu apartamento, mandou trocar as fechaduras das portas, manteve as cortinas fechadas e evitou qualquer pessoa, exceto sua família (medo). Era incapaz de dormir à noite, porque as vozes mantinham-na desperta e não conseguia comer por causa do “nó” em sua garganta. Nega ter estado exaltada ou hiperativa, e lembra-se somente de que estava aterrorizada do que lhe poderia acontecer. A família persuadiu-a ir para um hospital, onde , após 6 semanas de tratamento com clorpramazina, as vozes cessaram. Ela lembrou ter se sentido “normal” por uma ou duas semanas, quando então, pareceu perder toda sua energia e motivação para fazer qualquer coisa. Tornou-se cada vez mais deprimida, perdeu o apetite, e acordava todas as manhãs às 4 ou 5 horas, sendo incapaz de voltar a dormir. Não mais conseguia ler o jornal ou assistir à televisão por não conseguir concentrar-se (Episódio depressivo maior)
A condição do paciente persistiu por 9 meses. Tudo o que fazia era ficar sentada em seu apartamento, olhando as paredes. Seus filhos preparavam a maioria das refeições, pagavam as contas, etc.
Antes do aparecimento dos sintomas, nunca existiu evidência de uma doença diagnósticável desde o ano anterior. Era aparentemente uma pessoa tímida, reservada. Estava separada do marido há 10 anos, mas neste periodo, teve 2 relacionamentos duradouros. Criou 3 filhos saudáveis e mantinha amizade intimas com amigas e familiares. 

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