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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

FOBIAS

FOBIAS

·         Definição
o   Medo persistente, irracional, exagerado e invariavelmente patológico de determinado estímulo ou situação; resulta em forte desejo de evitar o estímulo temido.
·         Classificação
o   Fobia específica: medo excessivo de objetos, circunstâncias ou situação especifica
o   Fobia social: medo intenso e persistente de situações em que possam ocorrer embaraço
§  Em ambos os casos o paciente reconhece o excesso de sua reação
·         Etiologia
o   Interação entre fatores biológicos e genéticos, além de vivências prévias e fatores ambientais
o   Fobias específicas
§  São as mais comuns
§  2 mulheres: 1 homem
§  Geralmente inicio no início da 2ª década de vida
§  Ocorre quando há a associação de objeto ou situação com emoção de medo ou pânico
§  Associado por :
·         Experiência própria
·         Modelagem
·         Tranferência de informações
§  Exemplos:
·         Abissofobia
o   precipícios, abismos
·         Acrofobia
o   altura
·         Afefobia
o   medo de ser tocado, sexualmente ou não
·         Agorafobia
o   lugares públicos ou de onde seja difícil sair
·         Aicmofobobia
o   procedimentos médicos como injeção
·         Ailurofobia
o   gatos
·         Algofobia
o   medo exagerado de sensações dolorosas, por exemplo nos procedimentos médicos ou odontológicos
·         Anginofobia
o   medo de morrer ou ver alguém morrer engasgado

·         Apifobia
o   abelhas
·         Aracnofobia
o   aranhas
·         Brontofobia       
o   trovões, relâmpagos
·         Cinofobia
o   cães
·         Claustrofobia
o   lugares fechados
·         Coulrofobia
o   Palhaços
·         Entomofobia
o   insetos
·         Ergasifobia
o   trabalho
·         Gefirofobia
o   pontes, viadutos
·         Hadefobia
o   sinos
·         Hamartofobia
o   errar, pecar
·         Herpetofobia
o   anfíbios, répteis
·         Ictiofobia
o   peixes
·         Molimofobia
o   infecção
·         Necrofobia
o   morte
·         Nictofobia
o   noite
·         Ofidiofobia
o   cobras
·         Ornitofobia
o   pássaros
·         Pirofobia
o   fogo
·         Tafofobia
o   ser enterrado vivo


o   Fobia social
§  Experiências na infância
·         Traços de inibição comportamento
·         Relação com os pais
§  Fatores neuroquímicos
·         Maior descarga adrenérgica central e periférica ou maior sensibilidade para catecolaminas do que pessoas não fóbica
·         Atividade dopaminérgica na gênese da fobia: (IMAOs) e TC
§  Fatores genéticos
·         Parentes de 1º grau: 3 vezes mais chances
·         Gêmeos monozigóticos: mais congruência do que dizigóticos
§  Epidemiologia
·         Atinge mais mulheres que homens, mas há variação na incidência mostrado por diversos estudos
·         Em média os estudos mostram uma relação homem/mulher de 2 homens: 3 mulheres
·         Início é mais comum próximo aos 10 anos, mas pode ocorrer entre 5 e 35 anos
·         Quadro clínico
o   Desencadeamento de ansiedade grave à exposição de determinado estímulo
o   Pode ocorrer ataque de pânico
o   Pacientes evitam estímulo fóbico, mesmo a custo de muito trabalho
o   Podem ocorrer outros transtornos pelo uso de drogas na tentativa de aliviar a fobia
o   O principal achado no exame do estado mental é um medo irracional e egodistônico de uma situação, atividade ou objeto específicos
o   Pacientes conseguem descrever o medo,  a ansiedade e como evitam o estimulo
o   Sabem que a reação é excessiva
o   É comum haver depressão em até 1/3 dos casos
·         Diagnóstico
o   Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-IV-TR) da Sociedade Americana de Psiquiatria
o   Os sintomas das fobias devem perturbar a capacidade do indivíduo se desempenhar apropriadamente
·         Critérios diagnósticos para fobia específica:
o   A. Medo acentuado e persistente, excessivo ou irracional, revelado pela presença ou antecipação de um objeto ou situação fóbica (por ex., voar, alturas, animais, tomar uma injeção, ver sangue).
o   B. A exposição ao estímulo fóbico provoca, quase que invariavelmente, uma resposta imediata de ansiedade, que pode assumir a forma de um Ataque de Pânico ligado à situação ou predisposto pela situação.
§  Nota: Em crianças, a ansiedade pode ser expressada por choro, ataques de raiva, imobilidade ou comportamento aderente.
o   C. O indivíduo reconhece que o medo é excessivo ou irracional.
§  Nota: Em crianças, esta característica pode estar ausente.
o   D. A situação fóbica (ou situações) é evitada ou suportada com intensa ansiedade ou sofrimento.
o   E. A esquiva, antecipação ansiosa ou sofrimento na situação temida (ou situações) interfere significativamente na rotina normal do indivíduo, em seu funcionamento ocupacional (ou acadêmico) ou em atividades ou relacionamentos sociais, ou existe acentuado sofrimento acerca de ter a fobia.
o   F. Em indivíduos com menos de 18 anos, a duração mínima é de 6 meses.
o   G. A ansiedade, os Ataques de Pânico ou a esquiva fóbica associados com o objeto ou situação específica não são melhor explicados por outro transtorno mental, como Transtorno Obsessivo-Compulsivo (por ex., medo de sujeira em alguém com uma obsessão de contaminação), Transtorno de Estresse Pós-Traumático (por ex., esquiva de estímulos associados a um estressor severo), Transtorno de Ansiedade de Separação (por ex., esquiva da escola), Fobia Social (por ex., esquiva de situações sociais em vista do medo do embaraço), Transtorno de Pânico Com Agorafobia ou Agorafobia Sem História de Transtorno de Pânico.
o   Especificar tipo:
§  Tipo Animal.
§  Tipo Ambiente Natural (por ex., alturas, tempestades, água).
§  Tipo Sangue-Injeção-Ferimentos.
§  Tipo Situacional (por ex., aviões, elevadores, locais fechados).
§  Outro Tipo (por ex., esquiva fóbica de situações que podem levar a asfixia, vômitos ou a contrair uma doença; em crianças, esquiva de sons altos ou personagens vestidos com trajes de fantasia).
·         Critérios para fobia social
o   A. Medo acentuado e persistente de uma ou mais situações sociais ou de desempenho, onde o indivíduo é exposto a pessoas estranhas ou ao possível escrutínio por outras pessoas. O indivíduo teme agir de um modo (ou mostrar sintomas de ansiedade) que lhe seja humilhante e embaraçoso.
§  Nota: Em crianças, deve haver evidências de capacidade para relacionamentos sociais adequados à idade com pessoas que lhes são familiares e a ansiedade deve ocorrer em contextos que envolvem seus pares, não apenas em interações com adultos.
o   B. A exposição à situação social temida quase que invariavelmente provoca ansiedade, que pode assumir a forma de um Ataque de Pânico ligado a situação ou predisposto por situação.
§  Nota: Em crianças, a ansiedade pode ser expressada por choro, ataques de raiva, imobilidade ou afastamento de situações sociais com pessoas estranhas.
o   C. A pessoa reconhece que o medo é excessivo ou irracional.
§  Nota: Em crianças, esta característica pode estar ausente.
o   D. As situações sociais e de desempenho temidas são evitadas ou suportadas com intensa ansiedade ou sofrimento.
o   E. A esquiva, antecipação ansiosa ou sofrimento na situação social ou de desempenho temida interferem significativamente na rotina, funcionamento ocupacional (acadêmico), atividades sociais ou relacionamentos do indivíduo, ou existe sofrimento acentuado por ter a fobia.
o   F. Em indivíduos com menos de 18 anos, a duração é de no mínimo 6 meses.
o   G. O temor ou esquiva não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral nem é melhor explicado por outro transtorno mental (por ex., Transtorno de Pânico Com ou Sem Agorafobia, Transtorno de Ansiedade de Separação, Transtorno Dismórfico Corporal, Transtorno Invasivo do Desenvolvimento ou Transtorno da Personalidade Esquizóide).
o   H. Em presença de uma condição médica geral ou outro transtorno mental, o medo no Critério A não tem relação com estes; por ex., o medo não diz respeito a Tartamudez, tremor na doença de Parkinson ou apresentação de um comportamento alimentar anormal na Anorexia Nervosa ou Bulimia Nervosa.
o   Especificar se:
§  Generalizada: se os temores incluem a maioria das situações sociais (considerar também o diagnóstico adicional de Transtorno da Personalidade Esquiva).
o   F.S. é  descartada quando os sintomas são resultantes da evitação social ou quando o embaraço é devido a outra condição, psiquiátrica ou não.
·         Diagnóstico diferencial
o   Fobias devem ser diferenciadas do medo e timidez normais
o   Condições médicas não-psiquiátricas q levam a fobia:
§  Drogas alucinógenas
§  Drogas simpatomiméticas
o   Esquizofrenia: fobia como parte da psicose. Paciente não tem insight da irracionalidade do medo
o   Transtorno de pânico, agorafobia e o transtorno de personalidade evitativa devem ser afastados
§  A diferença está na especificidade dos estímulos
§  D.D. – Fobias específicas
o   D.D. – Fobias específicas
§  Outros diagnósticos: hipocondria, TOC, transtorno da personalidade paranóica
§  Hipocondria: paciente tem medo de ficar doente e na fobia específica o medo é de uma doença específica
§  TOC: comportamento pode ser indistinguível, mas os motivos são diferentes
§  T.P.P.: a ansiedade é generalizada

o   D.D. – Fobia social
§  Transtorno depressivo maior: evitação das situações sociais pode ser um sintoma, mas há outros presentes
§  Transtorno da personalidade esquizóide: há falta de interesse em se socializa, e não medo
§  Agorafobia: são confortados pela presença de terceiros
·         Fobia social: paciente fica mais ansioso com terceiros do que sozinho
§  Dispnéia, tontura e sensação de sufocamento: sd. do pânico e agorafobia
·         Fobia social: mais comum rubor, tremores musculares e anciedade
·         Tratamento
o   Tratamento comportamental
§  Necessita: adesão do paciente; problemas e objetivos bem identificados; estratégias para lidar com os sentimentos
o   Dessensibilização sistemática criada por Joseph Wolpe
o   Exposição intensiva ao estímulo fóbico
§  Imaginação
§  In vivo
o   Psicoterapia orientada para o insight
o   Hipnose
o   Terapia de apoio e familiar (maneiras ativas de enfrentar o problema)
o   Na fobia específica: terapia de exposição é a mais usada
o   Na fobia social:
§  Psicoterapia 
§  Farmacoterapia: ISRS, IMAOs, Beta-bloq, benzodiazepínicos

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